Livros na Estante Virtual

Criada em 2005, com o objetivo de viabilizar o comércio eletrônico para sebos e livreiros, a Estante Virtual acabou se tornando um marco na história do livro usado no Brasil. Em 2006, contabilizava 100 mil livros; em 2007, 1 milhão; em 2008, 3 milhões; e, no ano passado,  5 millhões de livros cadastrados por 1.700 sebos, de 300 cidades de todos os Estados nacionais.

O serviço tem permitido que pessoas  encontrem livros esgotados, os quais procuravam há algum tempo. “Esse tipo de iniciativa amplia as opções de acesso a livros de difícil localização. Ao invés de percorrer a cidade em busca de um título, você consegue visualizar os acervos de sebos em todo o Brasil e isso aumenta as chances de achar o que procura. A princípio, fiquei desconfiada do recebimento, mas deu tudo certo e, o melhor, a um preço justo”, diz Carine Sant’Anna, usuária do site.

Os valores praticados, a propósito, possibilitam que um número maior de pessoas adquira um livro. 74% do acervo custa até R$20, sendo 2 milhões de livros vendidos a R$5. Segundo posicionamento da Estante, seus empreendedores acreditam que “a verdadeira democratização da leitura acontece quando o leitor tem a sua disposição condições reais para escolher o livro que realmente deseja ler. E essa escolha só é possível em um universo que ofereça preços baixos e fácil acesso”.

Com o intuito de ampliar ainda mais a democratização da leitura, o portal lançou, durante a Bienal do Livro do ano passado, o Programa Nacional de Troca de Livros . Durante o piloto, ocorrido na Bienal, foram trocados mais de 20 mil livros. Hoje, são 148 os sebos participantes, proveniente de 62 cidades. Acesse e participe!

Robert Crumb: genial e convicto

O maior quadrinista de todos os tempos Robert Crumb esteve na FLIP esse ano e sua participação não passou em branco. Ainda que tardio, esse post irá relatar um pouco do que nós vimos por lá e o que a imprensa relatou.

“Acostumados com celebridades que ficam pagando pau e fazendo caras e bocas para as fotos, os jornalistas despreparados que foram cobrir a coletiva dos gênios Robert Crumb e Gilbert Shelton em Paraty acabaram aterrorizados. Além de um recluso convicto, Crumb é famoso por sua postura artística de crítica absoluta ao culto de celebridades e idolatração. Não escondeu o desconforto com a viagem. Admitiu que só veio ao Brasil por imposição da esposa, a quadrinista Aline Kominsky Crumb e com seu espírito sarcástico, não poupou comentários ácidos” (fonte: os armênios).

Um dos seus comentários mais polêmicos foi o fato de admitir que tem vergonha de ser cidadão norte-americano e não pensa em voltar a morar no país “nunca mais”.

Nos eventos que acompanhamos, não vimos nenhuma pergunta de peso ao nosso querido quadrinista. Isto nos deixou atônitos, as pessoas despreparadas que conversaram com ele, só falaram de futilidades e coisas que realmente não interessam. Porém todas as baboseiras não ofuscaram sua personalidade brilhante.

Percebemos dois velhos freaks, mas extremamente sensíveis ao mundo que os cerca… Crumb falou da música brasileira, disse que se encanta com a quantidade de ritmos e possibilidades que tem a nossa música e como bom fã de discos de 78 rotações, não deixou de dar um pulinho na Galeria do Rock em São Paulo atrás de raridades para sua imensa coleção.

O site Armenios destacou: “era de se esperar, mesmo que Lou Reed tivesse comparecido, o maior roqueiro da FLIP foi o feioso, descomunalmente talentoso e genial Robert Crumb”.

 


Crumb na coletiva de imprensa

 

Nós tivemos um final feliz na nossa jornada literária contracultural, além de livros assinados pelos nossos gênios (agora mais que relíqueas). Os dois levaram pra casa um exemplar do livro “Cemitérios da Província”.

Documentário “Rolling Stones – Exílio em Main Street”

O mais novo documentário sobre Rolling Stones que passou pelo Festival de Cannes chega ao Brasil neste mês. O filme “Rolling Stones – Exílio em Main Street” foi exibido pelo canal Multishow no dia 4 de junho às 23h com horários alternativos nos dias 5, 6 e 8 do mesmo mês.

O filme dirigido por Stephen Kijak mostra os bastidores da gravação do clássico álbum “Exile on Main Street”, lançado pelos Rolling Stones em 1972.

O filme narra a história por trás da produção do lendário álbum “Exile on Main Street”, lançado em 1972. As imagens, algumas reveladoras até mesmo para os próprios Stones, mostram o polêmico período em que a banda passou no sul da França fugindo de problemas com o fisco inglês, em 1969. Diversos pessoas  acompanhavam a banda nas gravações e acabaram influenciando as composições do álbum, que será relançado com algumas faixas-bônus. Depoimentos exclusivos de Martin Scorsese, Bill Clinton e dos integrantes da banda também fazem parte do especial.

Flip divulga o programação de sua 8.ª edição

Robert Crumb e Lou Reed estão entre os convidados internacionais da 8a edição da  Feira Literária Internacional de Paraty.

Flip edição 2007

A coletiva de apresentação da Flip 2010 teve direito até a perguntas pelo Twitter, sobre a possibilidade de a Festa Literária Internacional de Paraty chegar a outros pontos do país. A resposta, que muito mais longa do que 140 caracteres pode ser resumida em três: não. A parte longa da resposta é o fato da Flip ser resultado de um complexo trabalho junto à comunidade local que vem sendo desenvolvido há 12 anos. Leitores, escritores, fãs de literatura vão ter motivos de sobra para se deslocar até Paraty de 4 a 8 de agosto, para a oitava edição do evento.

Confira a programação da 8.ª Flip: http://www.flip.org.br/programacao.php?dia=05

Vem aí novamente o escritor Salman Rushdie, aquele que viveu anos em prisão domiciliar por conta de uma fatwa (sentença de morte) declarada pelo Aiatolá Khomeini, então líder do Irã, após o lançamento de seu livro Versos Satânicos, que não chegou a ser traduzido no Brasil, e foi retirado do mercado no resto do mundo. Autor de várias obras, entre elas, o romance de “Filhos da Meia-Noite”, vai lançar aqui “Luka e o Fogo da Vida”.

Outros destaques são o italiano Antonio Tabucchi, o historiador Robert Darnton, que participa de duas mesas e discute o futuro do livro, a escritora chilena Isabel Allende, que debate com o jornalista e escritor Humberto Werneck. Vários escritores brasileiros participam das mesas, como Moacyr Scliar, Reinaldo Moraes, Beatriz Bracher, Lília Schwarcz, Patrícia Melo, Carola Saavedra e outros.

Mas Paraty deve parar mesmo às 17h30 do sábado, quando Robert Crumb, um dos mais celebrados cartunistas do mundo, que lançou recentemente o livro Gênesis em quadrinhos, começar a falar sobre “A Origem do Universo”. E vai parar de novo às 19h30, com o músico americano Lou Reed, roqueiro, letrista, vocalista, guitarrista e fotógrafo, discursar sobre “O Som e o Sentido”. Em julho, sai aqui no Brasil seu livro “Atravessar o Fogo”, com 310 canções, lançado pela editora Companhia das Letras.

O curador da Flip, o jornalista Flávio Moura, destaca a grande homenagem a Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala) como um diferencial entre as edições mais recentes. Sua obra será tema de duas mesas e da conferência de abertura realizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também sociólogo e cientista político que já escreveu vários textos sobre o autor, inclusive o prefácio da edição mais recente de sua obra-prima. Depois, Cardoso vai debater temas ligados a Freyre com o historiador Luiz Felipe de Alencastro. Até o show de abertura, feito por Edu Lobo, com direção artística de Arthur Nestrovski, terá relação com a obra de Freyre.

Confira como comprar os ingressos para a Flip:

Venda de ingressos: a partir das 10h do dia 5 de julho e até o dia 3 de agosto, pelo site www.ticketsforfun.com.br, pelo telefone 4003-0848, e nos pontos-de-venda da Tickets for Fun.

Horários, taxas, formas de pagamento e pontos de venda no site: www.ticketsforfun.com.br. Depois de 4 de agosto, os ingressos serão vendidos na bilheteria da FLIP em Paraty.

Fonte: Estadão

Livros raros de Vinícius de Moraes disponíveis digitalmente

A Biblioteca Brasiliana USP diponibilizou nesta segunda-feira, 26 de abril, o acervo completo de poemas de Vinicius de Moraes para leitura e acesso livre pela Internet, na página www.brasiliana.usp.br

“Toda a poesia de Vinicius de Moraes” reúne 15 livros do poeta, que foram doados ao projeto pelo bibliófilo José Mindlin. O lançamento da obra digitalizada ocorre no âmbito da programação do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, promovido pelo Ministério da Cultura, Casa da Cultura Digital e Brasiliana USP, até o dia 29, em São Paulo.

Entre os livros que compõem a coleção destacam-se O caminho para a distância (1933), o primeiro livro publicado; a primeira edição de Orfeu da Conceição (1956), peça em três atos premiada no Concurso de Teatro do IV Centenário de São Paulo; e Livro de sonetos (1957), uma das mais populares publicações do poeta.

O público poderá conhecer a obra num ônibus-biblioteca de 1928, inspirado pela Biblioteca Circulante de Mário de Andrade, dos Anos 30. O veículo ficará estacionado na Rua Martins Fontes, no centro da cidade de São Paulo – local de realização do Simpósio -, adaptado com cinco e-books e som ambiente na voz do próprio Vinicius declamando seus poemas.

Robert Crumb na Festa Literária Internacional de Paraty

Robert Crumb, um dos mais celebrados cartunistas do mundo, virá ao Brasil pela primeira vez neste ano. O norte-americano, autor de Fritz the Cat e Mr. Natural, está confirmado para a Festa Literária Internacional de Paraty, que ocorre de 4 a 8 de agosto. O anúncio foi feito ontem pela organização, embora o acordo entre o curador da Flip, Flávio Moura, e a agente literária de Crumb, Lora Fountain, tenha sido firmado no fim do ano passado.

Crumb será entrevistado em uma mesa só para ele na Flip, na qual falará sobre Gênesis,  graphic novel ilustrada a partir do texto original do primeiro livro da Bíblia e lançada em setembro do ano passado. De lá para cá, o cartunista passou algumas semanas divulgado o livro nos Estados Unidos, onde Gênesis teve exibições em uma galeria de arte de Nova York e no Museu de Arte de Los Angeles. Em janeiro, a graphic novel já havia vendido mais de 125 mil cópias apenas nos EUA. Desde então, o livro não saiu mais da lista de mais vendidos do New York Times. Os direitos da obra já foram comercializados em 17 países.

Hoje, Crumb trabalha com a mulher e a filha, Sophie, no livro Evolution of a Crazy Artist, que traça uma evolução de desenhos da jovem, de 28 anos, desde que ela tinha 2 anos. Está previsto para novembro. No Brasil, ainda neste ano, sairão pela Conrad a coletânea Meus Problemas com as Mulheres, além de reedições de Mr. Natural e Zap Comics.

Ações de incentivo a leitura

Diversas questões contribuem para o fato da leitura não ser um hábito no Brasil. De acordo com alguns pensadores brasileiros, o País passou da oralidade direto para o audiovisual, pulando a etapa escrita. Negligenciou-se a educação, tratada como direito universal apenas na década de 30, do século 20.
Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2008), desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, 45% da população brasileira não tem o costume de ler, o que coloca o País na 47ª posição do ranking mundial de leitura, formado por 52 países, de acordo com estudo da Unesco. Enquanto o índice de leitura do brasileiro beira quatro títulos por ano, em países desenvolvidos essa média sobe para 10. Dispostas a reverter esse patamar, uma série de organizações nacionais desenvolvem projetos com o intuito de disseminar a prática da leitura no País, seja a partir de projetos próprios ou com base em experiências de outros países.

Em 2001, o programador americano Ron Hornbaker resolveu organizar o movimento Bookcrossing, no qual os livros são “libertados” em espaços públicos à espera de alguém que se interesse em levá-los para ler. A ação já acontecia há tempos entre os amantes da leitura, mas Hornbaker criou um site para o cadastro dos livros encontrados e “libertos”, com códigos para impressão em etiquetas, que coladas aos livros permitiriam rastreá-los onde quer que fossem parar. Usuários do mundo inteiro aderiram ao movimento e, em 2009, o site ganhou uma versão brasileira, o www.bookcrossing.com.br.
Desde que o site surgiu, foram registrados no mundo todo mais de 6,2 milhões de livros, e duas vezes por ano ocorrem encontros internacionais, geralmente na Europa e nos EUA, nos quais diversos bookcrossers – nome dado aos adeptos do movimento – trocam exemplares. “Uma forma segura de libertar um livro para não correr o risco de perdê-lo é deixá-lo numa ‘zona de bookcrossing’, uma mesa ou prateleira instalada em algum local público. Existem milhares dessas no mundo todo e seus endereços podem ser encontrados no site”, diz a coordenadora do Bookcrossing Brasil, Helena Castello Branco. Para ela, o Bookcrossing permite que mais pessoas leiam o mesmo livro, disseminando o hábito da leitura. “No Brasil, a falta de incentivo à leitura tem início na infância. O ideal seria que, desde a alfabetização, a criança fosse acompanhada por um adulto que a incentivasse. Mas o fato da leitura ser associada à obrigação nas escolas, acaba resultando no contrário: ela passa a detestar ler. Livro é algo muito pessoal e cada um deveria escolher o que quer ler”, afirma.

Fonte: Blog Acesso
Leia a matéria completa:http://www.blogacesso.com.br/?p=2409



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